Linguagem

Jorge H C Fernandes (jorgehcfernandes@uol.com.br)

Maio de 2002

Uma linguagem pode ser definida como um conjunto de regras para transmissão e/ou recepção de dados (comunicação) estabelecido e usado por uma ou mais entidades cognitivamente ativas.

Linguagens permitem, por exemplo, a troca de dados entre dois seres humanos, entre membrana e citoplasma, entre computadores, entre homens e máquinas, etc.

Uma Linguagem podem ser definida como um conjuntos de todas as suas frases

Usando as regras de uma linguagem, entidades interessadas em troca de dados podem construir sentenças ou frases, que são transmitidas e captadas entre as entidades.

Podemos ver também uma linguagem como o conjunto de todas as sentenças possíveis de serem formadas através de suas regras. Em outras palavras, a língua portuguesa poderia ser definida como o conjunto de todas as sentenças ou frases possíveis de serem escritas nesta.

Linguagens evocam a idéia de Processos Cognitivos

As sentenças ou frases de uma linguagem atuam como estímulos sobre a entidade que captura estas sentenças, provocando alterações no estado interno da entidade. As sentenças (ou dados) são interpretadas por processos ditos "processos cognitivos", e se transformam em informação.

O conceito de cognição aqui empregado é bem amplo, e se refere a qualquer entidade capaz de receber e reagir a estímulos externos que são representados por sentenças escritas numa linguagem qualquer, de origem simbólica ou física.

Linguagens são Conjuntos, formados por Subconjuntos

Dado que cada linguagem pode ser vista como um conjunto, uma linguagem pode ser um subconjunto de outra linguagem, e, de forma inversa, uma linguagem pode conter vários subconjuntos, não necessáriamente disjuntos.

Por exemplo, a língua portuguesa é um subconjunto da família de línguas latinas. A linguagem de expressões algébricas infixas é um subconjunto de várias linguagens de programação, como Java e C. Existe uma linguagem universal de trânsito que está na intersecção entre as linguagem de condução de veículos empregadas no Brasil e no Reino Unido.

Podemos dividir as linguagens em duas categorias:


Jorge H C Fernandes, DSc